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Agradecimentos

  • Foto do escritor: Educonexão Fund Séries Finais
    Educonexão Fund Séries Finais
  • 7 de mar. de 2022
  • 4 min de leitura

Atualizado: 12 de mar. de 2022


Sheila Daiana Ferreira Sales Santos

É louvável o que vivemos em 2021 na educação! Agradeço a Deus e ao coletivo da Rede Municipal de Ensino por nossas vivências e experiências. É um prazer dizer que vivi uma história entre autores e atores curriculantes responsáveis, os quais buscaram desenvolver uma prática interdisciplinar significativa e prazerosa. O girassol, a flor que ama o sol, ajudou-me a entender que ressignificar a educação é possível, mesmo em tempos nebulosos, quando um olha para o outro e constrói um trabalho colaborativo. 

Repensar a prática pedagógica sempre foi uma necessidade e, diante do contexto pandêmico (COVID-19), tornou-se urgente o olhar atento, sensível, humanizado, responsável para com o processo educativo. Reinventar o fazer pedagógico é a empreitada de alta exigência, principalmente, em face dos impactos da crise sanitária na educação e dos novos desafios que teremos que vencer a cada dia, visto que essa pandemia, que se instalou mundialmente em 2020, ainda se perpetua.


Conscientes da nossa função enquanto educadores e o quanto podemos contribuir para a transformação de realidades, em seus mais variados aspectos (afetivo, cultural, social, cognitivo, político, dentre outros), em nenhum momento, nós profissionais da Rede Municipal de Ensino de Catu-BA, desistimos de continuar a caminhada em prol dos nossos alunos. Tivemos inúmeros entraves, sendo os mais graves: distanciamento social, falta de recursos tecnológicos para a maioria dos alunos e alguns professores; porém fomos resilientes.


A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (2021), em seus documentos, recomendou às instituições de ensino que se fazia necessário “intensificar o princípio da interdisciplinaridade e da integração curricular para garantir que os conhecimentos e os conteúdos centrais das diferentes Áreas do Conhecimento” fossem contextualizados e aprendidos. Esse entendimento ampliou o compromisso da rede municipal no tocante à formação interdisciplinar dos educadores, com o intuito de assegurar o direito de aprender dos educandos.


De acordo com Santomé (1998), o mundo contemporâneo requer uma formação polivalente, uma vez que a “palavra mudança” tem sido um dos termos mais recorrente na sociedade e o futuro, como nunca visto antes na história da humanidade, tornou-se imprevisível. Isso requer um outro jeito de enxergar a vida, a ciência e, principalmente, o modo de ensinar e lidar com os conhecimentos e os limites dos saberes.


Priorizar a prática que dialogue com vários componentes curriculares é tão fundamental quanto respeitar, valorizar e construir uma proposta pedagógica mais humana, que atenda às necessidades não somente das escolas em suas especificidades, mas sobretudo a realidade, o contexto em que os alunos habitam. Mas como fazer isso? A interdisciplinaridade não é uma matéria escolar, ela é a condição para entender a complexidade que envolve situações diversas do objeto de conhecimento, da vida e da sociedade. Então, o caminho mais assertivo só poderia ser a formação docente, assumir-se professor-pesquisador e atribuir novos significados ao currículo.


Ressignificar o processo ensino-aprendizagem foi um dos nossos objetivos durante toda a caminhada de 2021, visando semear a perspectiva interdisciplinar nas onze (11) escolas do Segmento Ensino Fundamental Anos Finais, valorizando as habilidades de leitura, interpretação, escrita, criatividade, raciocínio lógico, resolução de problemas. Buscou-se não somente o acesso do aluno à escola, mas sim a garantia de maneira prazerosa e significativa da sua permanência e aprendizagem em contexto afetivo e eficiente.


Sabemos que ousar na área educacional é desafiador e exige comprometimento, mas vivenciar, experimentar, inovar, sobretudo em contexto pandêmico, nos proporcionou alçar voos relevantes: valorização do trabalho em equipe, propostas pedagógicas coerentes, cooperação e ludicidade na prática. Foi possível perceber: alunos sentindo-se ativos e atuantes durante o processo educativo e mais interessados em realizar as atividades; professores criativos aperfeiçoando-se através de leituras, socialização de vivências e experiências; escolas apresentando-se enquanto instituições com autonomia e autoria.


Confesso que repensar a educação não foi simples, o trilhar por avanços e entraves durante mais de um ano, com tantos medos, receios, incertezas, permeou o nosso fazer profissional, mas não posso deixar de mencionar o quão significativo está sendo, e também gratificante e prazeroso, perceber os frutos do fazer pedagógico brotando. A Exposição Pedagógica do III Trimestre, realizada no período de 14 a 20/12/21, que expôs as atividades desenvolvidas no ensino remoto e semipresencial, mostrou que o jardim da interdisciplinaridade já foi plantado e o seu resultado é capaz de gerar a transdisciplinaridade.


Os docentes buscaram propor aos alunos estratégias de aprendizagens que oferecessem um sentido coletivo, afinal a vida é um processo de conhecimento em que os seres vivos constroem a si mesmo, não a partir de uma atitude passiva, mas pela interação com o outro, o que tornou mais fácil o caminhar, diante das possibilidades de transformar o currículo em uma expressão viva, e, consequentemente, a escola. Desse modo, houve a descoberta do processo de ensino-aprendizagem interdisciplinar enquanto uma estrada necessária a ser percorrida.


Os desafios para o ano letivo 2022 serão outros e, talvez, ainda mais inquietantes. O planejamento pedagógico exigirá um olhar voltado para a interdisciplinaridade, relação entre a família e a escola, empatia e estratégias para os usos das novas tecnologias digitais, uma vez que podem contribuir para dirimir as perdas de aprendizagens. Nesse sentido, a diagnose escolar, a formação do professor, o plano de carreira do profissional e a continuidade do investimento nas ferramentas digitais são caminhos para a superação dos dilemas educacionais.


Quando pensei na criação da revista EduConexão: um fazer diferente é possível!, estava relendo o livro “Pedagogia da autonomia”. Paulo Freire me ensinava que “ensinar exige consciência do inacabado”. Uma revista eletrônica conseguiria socializar essas experiências pedagógicas. Os articuladores aceitaram a proposta e mobilizaram a escrita dos profissionais da educação dos Anos Finais. Nesta perspectiva, esperamos que as narrativas presentes na EduConexão contribuam para a reflexão sobre a ação docente, pois a crítica reflexiva pode reinventar e reencantar à docência.



“Observar os girassóis me ensinou que, mesmo durante a tempestade, é possível continuar seguindo a luz”, ensina Mayara Benatti. Desse modo, seguiremos como os girassóis a brotar a criatividade e, de forma confiante e perseverante, muitas sementes da interdisciplinaridade continuarão sendo semeadas na caminhada desafiadora, gratificante, envolvente, que é a EDUCAÇÃO. Gratidão!



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