Aulas online: experiências do município de Catu
- Educonexão Fund Séries Finais

- 7 de mar. de 2022
- 3 min de leitura
Atualizado: 14 de mar. de 2022

A COVID-19 chegou em março de 2020 com um panorama de contágio mundial em massa, afetando o cenário global em seus mais diversos campos, trazendo consequências econômicas, políticas, sociais e, logo, também, ao campo educacional. Diante do isolamento social, determinado com maior ou menor rigor nos mais diferentes países, noticiou-se a paralisação das aulas presenciais, logo nos primeiros 30 dias de contágio mundial e massivo do vírus, deixando milhões de crianças e adolescentes fora da escola. Com o passar dos meses a situação piorou, a pandemia tomou proporções ainda maiores e escolas tiveram que ser fechadas por todo o mundo. Na cidade de Catu não foi diferente, no dia dezoito de março as aulas presenciais foram paralisadas em toda a rede municipal de
ensino, tornando-se experimentalmente aulas remotas, o que se estendeu até o fim do ano letivo de 2020.
Inicia-se 2021 e a única certeza que possuíamos era de que as aulas remotas, também ditas online, iriam continuar. Mais do mesmo, mais “cara na tela”, mais “visitas às casas dos alunos”, mais atividades que seriam impressas e entregues, preparadas por uma equipe que agora se sentia mais fortalecida, atividades essas que precisariam ser lúdicas, motivadoras e que satisfizessem ao dueto: ensino x aprendizagem. Porém, com uma nova roupagem e, como o novo sempre assusta e incomoda, dessa vez não seria diferente! Os novos cadernos precisariam ser interdisciplinares, o que gerou muito desconforto inicial, burburinhos e insatisfações, mas que ao fim do III Trimestre já eram “tirados de letra” pelos excepcionais Profissionais da Educação que compõem o quadro da rede.
Vimo-nos diante do desafio da mudança, a qual dói, parece avassaladora e desgastante, mas vale a pena. Assim, deixamo-nos guiar pela experiência dos projetos de cada unidade escolar, cansados, exaustos, às vezes teoricamente sem ideias, algumas vezes frustrados, mas em momento algum deixamos a “peteca cair” e, movidos pelo desejo de sempre fazer o melhor para levar a educação para os discentes, tecemos planejamentos centrados nos estudantes. “Demos conta do recado”!
Grata surpresa: a possibilidade de voltarmos – de forma semipresencial – a estar entre os nossos meninos, olharmos para os rostinhos de cada um novamente e podermos dar um suporte melhor e mais de perto! Inicialmente, a apatia que envolvia os estudantes era visível da lua, medo, tristeza, raiva em certos casos, o que nos levou a uma nova abordagem para continuar ensinando o proposto: transformar cada espaço da Escola em uma oportunidade de compartilhar conhecimento, o que fora também facilitado pela perspectiva do interdisciplinar.
Por fim, tudo o que fora sentido e experimentado, das teorias para a prática, culmina em Exposições Pedagógicas de incomensurável valor, trabalhos dignos de honra e mérito, medalhas de ouro tanto para os Docentes que se empenharam no papel de mediador quanto para os estudantes que primaram pelas apresentações com maestria.
Só nos resta concluir que o empenho de todos os envolvidos nas organizações consegue elencar os melhores frutos e suavizar um ano que pode ser dado por vencido aos “trancos e barrancos”! Os Professores podem, de fato, foto e feto, afago e afeto, serem considerados como um verdadeiro time de campeões, girassóis que em momento algum deixaram-se levar pela nuvem negra da indisposição, preguiça e falta de fé, bem como os alunos, verdadeiros maestros de suas próprias orquestras sin”tô”nicas, imbuídos de um único desejo: serem para sempre aprendizes de seus próprios anseios e sonhos!






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