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Cuidar de si, para cuidar do outro:

  • Foto do escritor: Educonexão Fund Séries Finais
    Educonexão Fund Séries Finais
  • 8 de mar. de 2022
  • 4 min de leitura

Diálogos sobre as diversas formas de cuidado atreladas as necessidades individuais, coletivas e aos saberes escolares.



O tema do projeto da escola foi intitulado como: “Cuidar de si, para cuidar do outro”. Começamos nossa reflexão sob a vertente de que cuidar de si é uma forma para cuidar do outro, sendo este descrito como singular e único, no qual os saberes e habilidades constituem atitudes de cuidar de si, do outro, e na flexibilidade interna em se permitir cuidar pelo outro. A partir disso, que surge na nossa instituição de ensino a necessidade de proporcionar um ambiente de cuidado para os professores, para assim acolhermos os estudantes, com essa finalidade de incentivar ações do cuidado próprio no ambiente escolar, de certo modo viabilizando o bem-estar da nossa equipe e o aperfeiçoamento da qualidade na atenção a esses estudantes.

Iniciamos nossa ação a partir de encontros virtuais com nossos docentes e, no retorno, com os encontros presenciais, buscando a sensibilização para o ato de cuidar.

A importância de estarmos cuidando de nós para cuidarmos um do outro foi baseada no contexto da situação de vulnerabilidade insustentável que se universalizou por todo planeta. Vimos a necessidade de elaborarmos situações pedagógicas dando um maior significado ao que estávamos propondo.



Diante da sensibilidade do grupo escolar, buscamos a interação necessária para expandir a relação pedagógica capaz de adentrar no mundo emocional e subjetivo dos estudantes. Sabemos que, nos dias atuais, enfatizar as competências socioemocionais como autoconfiança, empatia ou tolerância ao estresse, é essencial a qualquer momento, no que diz respeito ao bem-estar da sociedade como um todo, principalmente no ambiente escolar. Ao cuidar de si, o cuidar do outro é uma questão de tempo.

Começando com as reflexões por parte dos professores na seleção de materiais e construção das atividades. Partindo de pontos como o autoconhecimento, cuidado individual e coletivo, empatia e ações como estender as mãos e ser solidário, os quais foram apresentados no desenrolar de cada atividade encaminhada para os estudantes e suas famílias nas interações assíncronas e síncronas e nas devolutivas das reflexões realizadas nas atividades a respeito da importância do cuidado consigo e com o outro.

Vale ressaltar, que a realização das atividades pedagógicas para proporcionar a prática das aprendizagens teóricas deu-se através da execução desse projeto, o papel da escola foi o de colaborar com a formação do ser humano em sua totalidade, isto é, pôr em prática a sua cidadania, inferir os seus direitos e deveres, sendo crítico e buscar participar ativamente da sociedade que está inserido – multidisciplinar na sua estrutura, interdisciplinar na linguagem e transdisciplinar em bases pedagógicas, com o intuito de transformar, incentivar a cooperação coletiva do corpo docente e discente na construção do futuro.

Partindo do ato de cuidar entendemos que ele também se materializa em uma perspectiva de lei, traduzida através dos Estatutos da Criança e do Adolescente, da Juventude, do Idoso e o Estatuto da Igualdade Racial.

Para além dos Blocos de atividades, tivemos discussões das temáticas nas aulas virtuais através do Google Meet, além de momentos presenciais os quais possibilitaram reflexões bem mais aprofundadas.

Saliente-se, ainda, a palestra com o Conselho Tutelar – O estatuto da Criança e do Adolescente e o papel do Conselho Tutelar, como proposta de atividade foi retomada uma das sugestões dos blocos, a Construção da Árvore dos Direitos.

Depois da palestra os alunos construíram a árvore dos direitos, eles trouxeram o direito que eles consideravam fundamentais para a vida deles.



Falando de representatividade, com a colaboração do Professor de História Allan Oliveira, começamos com a apresentação de capoeira como forma de resistência, grupo criado na comunidade e em seguida a palestra realizada pelo professor.


REPASSANDO A NOSSA HISTÓRIA: LIDERANÇAS E REPRESENTATIVIDADE NEGRA E OS “DITOS HERÓIS” DA HISTÓRIA TRADICIONAL, ETERNIZADOS ATRAVÉS DE SUAS ESTÁTUAS.


VÍDEO: Dos entregadores antifascistas ao fogo no Borba Gato – Paulo Galo quer criar a faísca da revolução) (https://www.youtube.com/watch?v=FN4SLdxYp3Y)


O projeto contou com a interação entre as áreas do conhecimento, com o propósito de fortalecer a ideia de uma construção interdisciplinar através do diálogo entre as disciplinas e com os estudantes sobre a importância do cuidado consigo e com o outro, articulando ações como: ajudar, dar, entregar, contribuir, alimentar, estender a mão, escutar, proteger, acudir e abraçar” como elementos importantes para essa compreensão.

A ideia não era fazer com que nossos estudantes decorassem os estatutos, mas era plantar uma semente, um entendimento que somos sujeitos de direitos e como tal, devemos ter a compreensão que estamos amparados por leis e que precisamos conhecê-las ou saber onde encontrá-las, é também a possibilidade de reconhecimento da nossa própria identidade. Esse é o papel social da escola a formação integral do sujeito.


Ana Cristina Góes Morais, Pedagogia (UNEB)i

Bruno José Oliveira Silva, Letras (Centro Universitário Dom Pedro II)ii

Rosemary Oliveira Silva dos Santos, História (FTC)iii

Thaís Borges de Freitas, Letras (Unifacs)iv

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i Especialista em Coordenação Pedagógica (UFBA), Coordenadora da Escola Municipal Des. Maria Gabriela Sampaio Seixas.

ii Especialista em Linguagem e Produção Texto (Centro Universitário Dom Pedro II) e Metodologia e Docência do Ensino Superior (Centro Universitário Dom Pedro II), Professor de Língua Portuguesa da Escola Municipal Des. Maria Gabriela Sampaio Seixas.

iii Especialista em Coordenação Pedagógica com ênfase em Gestão Escolar (Caelis Educacional), Diretora da Escola Municipal Des. Maria Gabriela Sampaio Seixas.

iv Especialista em Alfabetização e Letramento nas Séries iniciais e na Educação de Jovens e Adultos (Faculdade de Vitória), Professora de Língua Portuguesa da Escola Municipal Des. Maria Gabriela Sampaio Seixas.

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