Imagens do trabalho de xilogravuras, mosaicos e máscaras
- Educonexão Fund Séries Finais

- 7 de mar. de 2022
- 2 min de leitura
Considerando o tema gerador da rede municipal “Cuidar e Educar: princípios para a garantia do direito de aprender na escola”, a área de linguagens desenvolveu uma prática pedagógica interdisciplinar com base nos projetos escolares. Neste texto, apresento o trabalho com xilogravuras, mosaicos e máscaras que foram construídas nas escolas Desª Maria Gabriela Sampaio Seixas, Prof. Raimundo Mata e Geminiana Souza Assunção.
Xilogravura
Para atender as especificidades dos projetos escolares, cada atividade foi pensada a partir das habilidades artísticas lincadas com o subtema da própria escola. Na unidade escolar Prof. Raimundo Mata, trabalhamos o subtema “Bahia sem racismo”, pegando como alicerce e referencial teórico o artista Emanoel Alves Araújo.
Esse artista nasceu na aprazível Santo Amaro da Purificação, localizada a pouco mais de 70 km da capital Salvador, na Bahia, em 1940, homem, negro, escultor, desenhista, ilustrador, figurinista, gravador, cenógrafo, pintor, curador e gestor público, além de ser um dos mais conhecidos pintores negros da atualidade. Esse artista também usa a xilogravura para criar algumas obras.
É importante dizer que a xilogravura nada mais é que uma técnica de impressão muito antiga que consiste numa gravura na qual se utiliza uma madeira como matriz, possibilitando a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outro suporte adequado. A xilogravura é conhecida desde o século VI e se afirmou no ocidente durante a Idade Média.
Inspirado no artista Emanoel, para a atividade interdisciplinar do III Trimestre foi proposto no experienciar, atividade prática de Arte, a criação da beleza e empoderamento negro a partir da técnica de impressão, usando o isopor como base para o procedimento.
Mosaico
Na turma em que trabalhamos o subtema “Música e lições de vida: aprendendo pelos ritmos”, falamos de música e lincamos com a proposta de arte sobre as questões étnico-raciais do povo brasileiro, mostrando que em nosso “DNA” temos fortes influências de cada grupo étnico que formou o nosso país e essas influências podem ser claramente percebidas nos aspectos físicos, nas atitudes, costumes, geneticamente, entre outras.
Depois de serem trabalhadas várias músicas retratando a construção, beleza e empoderamento negro, no experienciar trouxemos a proposta de representar os aspectos físicos e a diversidade da cultura negra, como identidade, reconhecimento e pertencimento desse povo lindo e rico em essência, como o brasileiro. E o resultado pode ser apreciado na Exposição Pedagógica Escolar, em que tivemos expressões de características tão diversas e importantíssima para a aprendizagem dos alunos e compreensão daqueles que as veem.
Depois da criação no papel Paraná em forma de hexágono, formamos um grande quadro, ou seja, um mosaico com aspectos físicos afro-brasileiros.

Para conhecer um pouco as produções dos estudantes, acessem os materiais que estão no QR Code de cada escola.
Abinoam da Cruz Pereira, Arte (UFBA)
Pós-graduação em Arte Educação (Facibe),
Professora de Arte das escolas municipais: Prof. Raimundo Mata,
Desª Maria Gabriela Sampaio Seixas e
Geminiana Souza Assunção Municipal.










Comentários